Olhar do escritor: O Imprevisto

Olhar do escritor: O Imprevisto

Tempo de leitura: 3 minutos

Olá! Eu sou Gabriel Bertella e se você ainda não leu meu livro “O Imprevisto” pode não ter notado a referência na imagem do post. E este post é também para aqueles que já leram.

Vou falar um pouco sobre minhas inspirações sobre o livro, talvez quem não tenha lido se interesse ou quem já tenha vai ter um novo olhar sobre essa obra. Pois muito bem, vamos lá.

O Imprevisto se passa em sua maior parte em uma cidade do interior de São Paulo, chamada de Lago Esperança. Ela tem um vice-prefeito chamado Oswaldo, que na realidade é um gato. Literalmente um gato, o animal.

Uma vez eu estava navegando na internet e vi que uma cidade americana com poucos habitantes havia dado o cargo de prefeito para um cachorro. Nos dias atuais, em que pets são tão valorizados quanto humanos, não seria improvável ter um vice-prefeito gato, não é verdade? Bem, eu achei a ideia engraçada.

A minha ideia inicial sempre foi criar uma história de aventura envolvendo um roubo. Seria uma história com suspense, mas com muito bom-humor e até mesmo absurda, como um filme pipoca. Logo, se você achar a história das coincidências longe demais, acredite: depois de reler meu próprio livro, admito que realmente tem coisas que não fazem sentido se você parar para pensar.

Nesta história, temos André Mesquita, que é um malandro de marca maior. Ele é um vendedor autônomo, desses que vai de porta em porta. Ele sempre está com novidades diferentes, pois trabalha com um policial da Polícia Federal que “confisca” produtos (na verdade rouba) e depois André revende. Mas acontece que André se apaixona por uma mulher misteriosa e vai diretamente na cidade de Lago Esperança para encontrá-la.

Desde o início da história, sabemos que André aprontou alguma, pois está sendo interrogado pelo delegado Ricardo Tavares. Nós ouvimos a própria história de André no depoimento e ao mesmo tempo acompanhamos o que realmente aconteceu nos capítulos, pelo menos no lado A da história.

No final do lado A teremos uma revelação impactante. Descobriremos como isso aconteceu ao lermos o lado B.

Apresento neste livro uma crítica social para bandidos, como André e Pedro Lima que se dão bem a custas de uma polícia que já é suja por natureza. Por isso, eles sempre se dá bem na história e é tudo fácil para ele, enquanto os demais, como a garçonete Jaqueline, seu próprio pai, Ricardo, e até mesmo o vice-prefeito Oswaldo sofrem consequências só por serem inocentes.

Outro tema abordado, e talvez seja o principal, é a hipocrisia. Temos alguns personagens realmente espinhosos. A Velha da Verruga pode até ser engraçada, porém, como muitos moradores de Lago Esperança, não enxerga o próprio umbigo e será a primeira a julgar as outras pessoas.

Também há assuntos bem pesados, como o abuso de Daniel, vocalista da Abutres do Sol e sua relação tóxica com a namorada (não vou revelar seu nome, pois é spoiler do Lado B) e também a triste história de Luís, que esconde um passado com seus óculos-escuros e felicidade falsa.

A história se passa em meados de 2001 longe das tecnologias, onde ainda havia calor humano e conversas frente a frente. Como eu disse antes, apesar disso, gosto sempre de aplicar um pouquinho de humor em minhas obras e tenho certeza que você se divertirá mais do que chorar!

Se você se interessou ou tem algum comentário para fazer sobre O Imprevisto (aceito até as críticas, por favor!), comente abaixo. E não esqueça de comprar na Amazon, sempre com um precinho especial:

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